Esclerose Múltipla

A Esclerose Múltipla é uma doença crónica, inflamatória e degenerativa, que afecta o Sistema Nervoso Central. Esta doença afeta principalmente mulheres e normalmente é diagnósticada na faixa etária dos 20 aos 40 anos de idade, no entanto pode afetar pessoas com idades entre os 2 e os 75 anos. Embora não seja uma doença fatal, é muito incapacitante, afectando bastante a vida dos pacientes.
É diagnosticada a partir de uma combinação de sintomas e da evolução que a doença apresenta na pessoa afectada, com recurso a exames clínicos/exames complementares de diagnóstico. Os seus sintomas são muito semelhantes aos de outras patologias do Sistema Nervoso Central, daí que, muitas vezes, seja confundida e faz com que o seu diagnóstico seja tardio.
A doença manifesta-se normalmente por parestesias, alterações visuais, disfunção urinária e intestinal, alterações de equilíbrio e coordenação motora, ataxia, fadiga, dor, alterações psicológicas e cognitivas.
Quais são as causas da Esclerose Múltipla?
Normalmente as fibras nervosas das células do sistema nervoso estão revestidas por uma bainha chamada mielina que é essencial para que os estímulos nervosos sejam correctamente propagados. No entanto o que acontece na esclerose múltipla é que essa bainha, a mielina, é destruída e impede assim uma adequada comunicação entre o cérebro e o corpo.
Por outro lado, o processo inflamatório que ocorre nesta doença lesiona as próprias células nervosas, levando muitas vejas à perda permanente de algumas funções.
Não se conhece a causa exacta desta doença, mas sabe-se que diversos factores podem contribuir, como: fatores genéticos, imunológicos, virais, bacterianos, ambientais, tal como a dieta, toxinas, níveis reduzidos de vitamina D, alergias, tabagismo...
(A dieta e os níveis reduzidos de vitamina D?
Sim, mais uma vez a nutrição pode fazer a diferença.)
Ainda não existe cura para a Esclerose Múltipla e o seu tratamento é essencialmente farmacológico. No entanto sabe-se que a prática de uma alimentação saudável contribui para a qualidade de vida dos doentes. A Alimentaçao saudável parece fazer a diferença uma vez que por exemplo a diabetes, as doenças cardiovasculares, a obesidade, entre outras, actuam favorecendo a evolução da Esclerose Múltipla. O que significa que, quando um determinado indivíduo portador da doença é obeso, e/ou diabético, e/ou tem doenças cardiovasculares, tem uma maior probabilidade de ter uma evolução de forma mais rápida da esclerose múltipla.
Assim a alimentação e/ou nutrição desempenham uma função muito importante na qualidade de vida e em todos os factores associados ao desenvolvimento da patologia.
A alimentação dos portadores da doença deve basear-se nos princípios da alimentação saudável recomendada para a população no geral. Existe alguma evidência científica que demonstra a influência benéfica da ingestão de alimentos ricos em ácidos gordos essenciais, particularmente da família dos ácidos gordos ómega 3, uma vez que podem contribuir para alterações da resposta inflamatória característica da doença. É essencial ainda, incluir na dieta, alimentos ricos em vitaminas B12, A, C, E e D, importantes para a síntese da mielina e para o normal funcionamento do sistema imunológico, de modo a ajudar no controlo dos sintomas.